Makukula – Não era, de todo, o trajecto que sonhava para mim no Benfica. As coisas não me correram tão bem como queria mas isso já faz parte do passado. Agora estou de férias e só penso no que pode acontecer daqui para a frente.
– Já tem alguma ideia do que pode acontecer?
– Trata-se de uma nova época, com um director desportivo e um treinador novos. Isto significa trabalhar no máximo para ajudar o clube a alcançar os seus objectivos.
– Que objectivos?
– O primeiro é ser campeão. Não podemos passar uma temporada a lutar para ficar em quarto lugar. A grandeza do Benfica não permite isso. Depois, tentar ganhar as outras competições em que estaremos envolvidos.
– O que correu mal para o Benfica terminar o campeonato num modesto quarto lugar?
– Muita coisa. Só que isso também já está para trás das costas.
– Fala-se da chegada de, pelo menos, mais um avançado para a equipa. Teme a concorrência?
– Não. O Benfica é uma grande casa. Quanto mais gente vier para o clube melhor. Isso torna-nos mais fortes e aumenta a competitividade. Cada jogador tem de lutar diariamente pelo seu espaço na nossa equipa.
– Que impressão tem do novo treinador, Quique Flores?
– Quando jogava no Sevilha, defrontei-o uma vez como treinador do Getafe. É muito bem-visto em Espanha e trata-se de um treinador que pode perfeitamente fazer um grande trabalho em conjunto com o nosso director desportivo [Rui Costa]. Penso que vai trazer novos métodos e realizar a reforma de que o clube precisa para ser bem sucedido no futuro.
– Rui Costa vai fazer falta à equipa como jogador?
– Muita. O Rui, com 36 anos, foi o nosso melhor jogador na última época. Portanto, é evidente que fará falta. Mas agora está numa nova posição e tem todas as condições para desempenhar um bom trabalho, como já fez connosco no passado. Toda a gente gosta dele. Tenho fé de que será um ano mágico para o Benfica.
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